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Andre-Spike

Andre-Spike

Cadastrado: 07 Dec 2005
Offline Última atividade: Dec 22 2011 01:16 AM
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Os frutos de ser bom em FG

01 November 2011 - 03:09 PM

Boa tarde a todos, estou sumido infelizmente pois estou sem internet em casa e tb meio sem tempo para postar, mas em breve voltarei a ser mais ativo no forum nas mais diversas areas as quais eu atuo seja na jogatina online, nos reviews ou nos topicos polemicos.

Venho exclusiva e rapidamente para passar a voces um pensamento, uma reflexão, a qual ouvi uma pessoa comentar aleatóreamente confesso que achei engraçado (mas fiquei na minha), portanto reflitam:

"...investir seu tempo em aprender a jogar um jogo de luta bem, treinar varios dias pra aprender um combo, ver quem é melhor contra quem, perder noites de sono, etc etc. Tudo isso para um bom retorno e proposito, que é deixar um outro macho, muitas das vezes gordo e com cecê, bravo porque perdeu."

Rock in Rio Fighters

21 September 2011 - 04:57 PM

Criei este topico para servir de base para encontro do povo do forum durante o festival.

Eu irei somente no dia 25, quem for nesse dia posta pra marcar algo.

Tópico tambem servirá para postagem de fotos dos users no evento independente que seja em grupo ou forever alone.

Encontro Fighters KOF98 RJ

05 September 2011 - 03:58 PM

Pensei em tentar fazer um encontro da galera que joga 98 no Rio.

No caso ja teria eu, o bruxo, ninja, e seria bom se kododis ou alguem visse mais gente, eu tenho o telefone de tal de rocha miranda quando falei com ele no ggpo mas tem tempo ja.

O bom seria tb se fosse num local bom para todos.

Topico aberto a sugestoes.

Lembrando que tb esta chegando a Brasil Game Show 2011 em outubro mas nao sei se vai ter kof98 como ano passado.

[video] Real Life Double KO

29 July 2011 - 05:56 AM



Eu sempre vi isso nos jogos de luta e achava tosco por achar irreal, e estava eu redondamente enganado.

Marilyn Manson: Omega and the Mechanical Animals

26 June 2011 - 07:02 AM

Marilyn Manson: Omega and the Mechanical Animals
por andre-spike


Introdução


Eu pretendo falar sobre uma época especifica da carreira de Marilyn Manson, mas para isso farei uma breve recapitulação desde o inicio. Muitos devem estar surpresos com a minha escolha de escrever sobre esse artista, visto meu gosto musical predominante, mas ultimamente tenho observado e de certa forma admirado o trabalho, que na verdade é uma forma diferente de expressão e de musica.

Marilyn Manson não pode ser analisado apenas musicalmente, área a qual a banda de certa forma é mediana, mesmo para os padrões de bandas de rock convencionais. Eu nem mesmo o classificaria como musico mas como artista. Sua intenção desde o inicio era se tornar um rockstar e não um musico especificamente, tanto que ele cria os conceitos visuais dos shows, clipes e álbuns, assim como as letras, mas todo o trabalho de composição das musicas são feitos pelos outros integrantes.

Imagem Postada
Não poderia deixar de postar essa foto kkkk

O foco inicial do trabalho sempre foi o teatralismo, a ponto de que a banda em sua primeira apresentação nem tinha musicas para tocar, era algo como um teatro dos horrores com manequins, fogueiras e atores engaiolados. A partir do pequeno sucesso regional dessas apresentações que a banda começou a gravar as musicas ate lançar o seu debut “Portrait of an American Family”, um álbum de rock meio que genérico, sem nada muito expressivo ou marcante. Nos videoclipes dessa época já era possível perceber os elementos usados em suas “peças” teatrais e a forte tendência visual que a banda ostentava, como Marilyn vestido como “Willy Wonka”.

Já era sabido ai que a proposta da banda era chamar a atenção pelo bizarro e diferente, seus shows tinham a fama por acontecerem coisas estranhas no palco e despertava o interesse de um pequeno publico que ia gradativamente aumentando nos EUA.
A banda então tem a oportunidade de mostrar para o mundo seu trabalho quando em 1995 faz um cover de Sweet Dreams, do grupo pop Eurythmics, uma musica de considerável sucesso comercial em 83, sendo apresentada de uma maneira completamente diferente em um clipe cheio de imagens surrealistas como Marilyn vestido de noiva e cavalgando um porco. O clipe foi bastante reconhecido na época, sendo ate posteriormente intitulado o clipe mais assustador já feito pela Billboard.

Imagem Postada
Cena do clipe Sweet Dreams, eu queria postar a cena do porco mas nao achei então vai essa noiva ridicula

Apesar de já adquirido algum sucesso, o nome Marilyn Manson só vem a ganhar o peso de um “inimigo publico” quando coloca nessa mistura o ingrediente que mais causaria reações no publico, tanto favoráveis ou não, religião. Marilyn deveria agradecer a Deus todos os dias pela existência do musical “Jesus Christ Superstar”, de onde ele tirou o trocadilho para o titulo do seu álbum seguinte: “Antichrist Superstar”. Digo isso porque o titulo do álbum tem mais peso do que o próprio conteúdo, talvez se o mesmo trabalho fosse lançado com outro nome, como por exemplo “the degenerator”, outro “titulo” colocado no personagem central do conceito do álbum, talvez não tivesse criado tanto burburinho.

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Ah, agora sim eu estou chamando a atenção

O conteúdo das letras ataca a sociedade, religião e moralismo, e tem seu conceito baseado no super homem de Nietzsche, mas não chega a atacar de forma explicita e direta a religião como outros segmentos como o black metal por exemplo. Na minha opinião o grande trunfo do sucesso do grupo esta nesse equilíbrio, não ultrapassando um limite viável dentro da mídia, podendo assim se misturar ainda a outros artistas mainstream e ser veiculado em rádios e MTV. Outra coisa que Marilyn deveria agradecer todos os dias foram as dezenas de protestos religiosos que eram feitos a cada show do grupo, onde cada vez mais era criado um interesse do publico em saber do que se tratava, e dos jovens rebeldes em fazer parte disso.

1998

Chegando finalmente ao período que eu queria comentar, o ano é 1998 e Marilyn Manson lança seu novo álbum assim como o novo conceito e personagem interpretado por ele. Quem esperava mais uma vez uma combinação dos elementos que o trouxeram ate aqui, como roupas de couro pretas, maquiagens cadavéricas, espartilhos e coturnos, cabelos compridos, assim como todo o estilo gótico sadomaso, teve uma grande surpresa, neste caso acho que todos estavam muito surpresos, pois ninguém imaginou o que estaria por vir.

Imagem Postada
The Dope Show

Nessa nova fase Marilyn incorpora Omega, um alienígena andrógino que cai na terra e é transformado em um rockstar vazio, dopado e controlado, numa espécie de critica em relação ao comportamento e criação de bandas de rock em geral, e ate mesmo a si próprio. É nesse ponto que considero a parte mais interessante da carreira dele, pois a ultima coisa que ele se torna nessa época é ser obvio, seu conceito anterior era muito mais previsível.

Imagem Postada
Omega na capa da Rolling Stone

Se ele sempre teve a ideia de criar uma confusão em quem o observava, foi justamente nesse período em que foi atingida melhor essa meta. Muitos dos seus antigos fãs se revoltaram por ele não se enquadrar mais no visual clichê gótico, que a maioria dos que querem adotar um visual alternativo querendo demonstrar “personalidade” aderem. Falaram que “Manson estava vendido”, mas é tão claro como agua que era muito mais rentável apostar em uma formula já confirmada de sucesso, onde já existia um enorme publico, do que fazer uma mudança drástica dessas. A mudança não foi algo mínimo, mas tremendo, o risco foi muito grande e eu considero justamente por isso, sua arte falou mais alto assim como a aposta foi de alto risco. Tirando essa questão de “viúvas” góticas de lado, na minha opinião essa formula funcionou extremamente melhor na mensagem da banda do que qualquer coisa feita anteriormente. O mix Marilyn Monroe: beleza, glamour e brilho + Charles Manson: Loucura, raiva e promiscuidade foram totalmente materializados no novo personagem. Não tem nada mais interessante do que algo que você não consegue entender ou prever.

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Você ja viu alguma coisa mais nada a ver na vida? Nem eu, por isso que gostei.



Se antes Marilyn Manson era o monstro do pântano, o qual você já sabia do que se tratava, agora era algo mais sofisticado, dubio, uma espécie de Pennywise onde a aparência exterior se confunde com o interior, mas sem deixar de demonstrar características de ambos os lados.
O visual de Omega é totalmente inspirado no glam rock dos anos 70, só que numa versão mais exagerada, e como o alien é andrógino, hora se veste como homem, hora como mulher.

Imagem Postada
É só pentada, é só pentada violentaaa... Os Havaianos que se cuidem kkk



É importante lembrar que, tudo realmente parece muito novo e original, mas pra quem viveu nos 70 e ou conhece o trabalho de David Bowie sabe muito bem que a inspiração nele foi imensa. Essa temática atual é praticamente idêntica ao conceito de “Ziggy Stardust”, personagem criado por Bowie, onde ele interpretava um alienígena que vem a terra pra passar uma mensagem de esperança quando a Terra estava prestes a acabar e acaba se tornando um rockstar drogado. Bowie também passou a turnê incorporando Ziggy no palco. Marilyn sempre assumiu Bowie como uma de suas maiores inspirações.

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Ziggy e Omega, porra igualzinho!

O álbum Mechanical Animals

Imagem Postada

Logo de cara olhando para a capa do álbum, se ve um completo inverso do que foi feito antes. Todo o layout do disco é completamente clean e em branco. A capa por si só já gerou polemicas por apresentar Marilyn com seios e foi censurada tendo que cobri-los com o titulo. A sonoridade da banda também muda de um tom muito mais rápido, sujo e pesado , para algo bem mais lento e limpo. A faixa de abertura exemplifica muito bem isso, se no álbum anterior se iniciava com “Irresponsible Hate Anthem” com praticamente um hard core, agora “Great Big White World” abre o disco de uma forma bem mais tranquila, mas nem por isso menos sombria. O tempo da musica é relativamente lento e a presença dos teclados é muito mais perceptível, assim como um riff muito mais melódico, e ambos criam uma atmosfera única e inédita. Com a mudança de estilo, um som muito mais limpo e trabalhado, é possível perceber muito melhor o vocal, em musicas como The Speed of Pain (back vocals que lembram Pink Floyd) e Mechanical Animals. Algumas são mais genéricas, direta e reta, como I Want to Disappear ou Rock is Dead, e outras com um apelo mais pop disco como The Dope Show ou I Dont Like the Drugs. Sem duvida neste álbum o destaque fica para as musicas mais lentas onde na maioria delas se perceber a guitarra limpa e teclados bastantes presentes sempre com efeitos interessantes dando ao álbum um tom meio psicodélico. Nos intervalos entre uma musica e outra se percebe vários sons com um tom sci-fi seguindo a linha da temática do álbum.

Parecer sobre as musicas no geral:
Boas: Great Big White World, Mechanical Animals, The Speed of Pain, The Last Day on Earth, Coma White.
Regulares: Disassociative, The Dope Show, User Friendly, Fundamentally Loathsome, Rock is Dead.
Fracas: I Want to Disappear, New Model No. 15, I Don’t Like The Drugs, Posthuman.


Imagem Postada
Omega, o urubu do inferno

Depois dessa fase com o lançamento do outro album Holy Wood, tanto a aparencia quanto o som da banda retorna a ser mais ou menos como antes, deixando toda a estética glam para tras e o personagem Omega morto. Não vou reclamar pois derepente essa época ficou sendo tao interessante justamente por não ter sido saturada. De qualquer forma se Marilyn Manson conseguiu chamar minha atenção para o seu trabalho, foi justamente nesse conceito, onde teve peito (literalmente kkkk) pra quebrar todas as regras de como deveria ser um rockstar “poser” fazendo uma total inversão de valores, as pessoas o criticavam e nem percebiam que na verdade estavam se tornando tudo que a sátira do Omega representava.

Imagem Postada
Termino o topico com esse presente de Omega em toda sua elegancia para todos nós, sua linda namorada Rose Macgowan na epoca seminua, gostosa como nunca, muito obrigado.