
CRÍTICA: RESIDENT EVIL EXTINCTION
FICHA TÉCNICA
Título Nacional: Resident Evil: A Extinção
Título Original: Resident Evil: Extinction
Ano: 2007
País: EUA
Diretor: Russell Mulcahy
Roteiro: Paul W. S. Anderson
Elenco: Milla Jovovich, Ali Larter, Oded Fehr, Mike Epps, Spencer Locke, Linden Ashby, Chris Egan, Ashanti, Jason O'Mara, Iain Glen
crítica by Bussund@
O terceiro filme da franquia RE começa certo tempo após os eventos de RE Apocalypse. A obliteração de Raccoon City não impediu que o T-Virus se espalhasse pelo mundo, infectando bilhões de pessoas e "matando a vida" do planeta. As poucas pessoas não infectadas que ainda restam vivem em comboios, viajando de um lado pra outro, como baratas tontas esperando por uma chinelada inevitável.
A Umbrella parece ser a última organização do planeta. Doutor Isaacs (Iain Glen) trabalha em clones de Alice, que vão testados um após o outro, sem sucesso. Os clones "defeituosos" são jogados numa vala do lado de fora da entrada do complexo subterrâneo da Umbrella, entrada esta que é cercada de zumbis famintos doidos pra abocanhar os clones (uma crítica ao desperdício de comida, talvez? Vai saber...).
Alice (Milla Jovovich) encontra-se sozinha no deserto, depois de descobrir que podia ser rastreada pela Umbrella. Depois de vagar pelo deserto e chegar a um posto de gasolina - numa clara referência a Dia dos Mortos (Day of the Dead, 1985, EUA), que tinha um frentista como líder dos zumbis -, Alice encontra um diário com anotações que levam a crer que o Alasca é a única região segura do planeta.
Enquanto Alice achava o diário, o comboio liderado por Claire Redfield (Ali Larter, a Niki de Heroes) pára em um motel, para estocar suprimentos. Fazem parte do comboio os sobreviventes de Raccoon City Carlos Oliveira (Oded Fehr) e L.J. (Mike Epps), mais a enfermeira Betty (a cantora Ashanti), a adolescente K-Mart (Spencer Locke), o especialista em computadores Mikey (Chris Egan) e o atirador Chase (Linden Ashby, o Johnny Cage do primeiro filme de Mortal Kombat, completamente irreconhecível com chapéu de caubói). Durante as buscas no motel (num daqueles momentos de sustos fáceis e no qual você já presume que alguém vai se lascar bonito), L.J. acaba mordido por uma zumbi. Num clichê clássico dos filmes de zumbi, o cidadão esconde a ferida da enfermeira. Na manhã seguinte, o comboio é atacado por um bando de corvos infectados. Um lança-chamas é usado para conter os corvos, e as chamas quase queimam Carlos e K-Mart quando... tcharam! Alice aparece e salva o dia. Em parte. Betty e outros sobreviventes morrem.
A Umbrella, liderada por ninguém menos que Albert Wesker (Jason O'Mara, num completo desperdício do personagem), encomenda ao Dr. Isaacs uma cura para o T-Virus, baseada nos clones de Alice e na habilidade que o sangue dela tem de se misturar de maneira benéfica com o T-Virus. Isaacs consegue "domesticar" os zumbis, tornando-os minimamente inteligentes e ainda mais agressivos. Com isso, ele manda um contêiner cheio desses novos zumbis para Las Vegas (onde se encontrava o comboio), para capturar Alice, visto que a original produziria melhores resultados que clones defeituosos.
Daí pra frente o filme desanda. Temos Alice queimando um chip via "poder da mente" (o T do Virus deve ser de Telecinético), mais alguns sobreviventes morrendo (L.J. incluso, já que virou zumbi) e o confronto final com o Dr. Isaacs, que se transforma em um monstro devido a uma injeção feita com o sangue dos clones de Alice para impedir a infecção.
O roteiro também tem uns furos bem questionáveis. O que aconteceu com Jill Valentine e Angela Ashford? Simplesmente sumiram? Não me lembro de ter ouvido sequer o nome das duas durante o filme. Temos também o fato de corvos conseguirem quebrar as vidraças de um ônibus, mas um bando de zumbis não consegue derrubar uma cerca. WTF? E não é mostrado o que acontece com os sobreviventes do comboio. Eles chegam ao Alasca? Dá a impressão de que você acompanhou eles por uns 50 minutos pra nada.
Os exageros de CG que o filme tem são pavorosos de tão ruins, especialmente nos tentáculos do Dr. Isaacs. As coreografias de Alice estão exageradas demais, e faltou fator gore maior no filme (apesar de algumas mortes e da maquiagem dos zumbis remeter mais a filmes do gênero do que aos jogos da série), coisa que o 1º havia conseguido satisfatoriamente.
Não vou contar o desfecho, mas pelo fato de terem ignorado personagens do 2º filme e fazerem tantas referências ao 1º filme, Extinction parece mais uma seqüência do RE original do que de Apocalypse. Assista apenas pelas pequenas referências aos jogos e aos filmes de zumbi e de suspense, pois este é certamente o filme mais fraco da série.
COTAÇÃO:





*sistema de cotação inspirado no do Delfos, mas com look MK http://forum.fighter...tyle_emoticons/default/tongue.gif *


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